poemas

MELANCOLIA – Josielma Ramos

Não há nada mais catastrófico que um poeta de alma partida, é catástrofe em cada estrofe de maneira decidida.

A alma do poeta é onde contém sua arte,
E a divisão dela pode ocasionar diversos dilemas morais, em diversos dilemas poéticos, em dilemas ecléticos.

Dividir a alma de um poeta é quase uma contravenção, um crime sem punição, sim, quase, pois se tal não fosse partida, jamais existiria no mundo mais doce poesia de amor.

O poema de amor nasce da dor de um poeta magoado, de um poeta machucado, de um poeta alcoólatra e melancólico e viciado, de um poeta que cheira a desespero.

A melancolia que devia ser sua amiga,
Desaparece deixando apenas a garrafa de vinho barato na mesa, dando espaço para o remorso, arrependimento e a tristeza profunda, amarga e fria.

Crônicas

Ser mãe é padecer no paraíso…

Ouvi essa frase tantas vezes na vida que nem posso mais contabilizar. Ser mãe é majestoso, crianças são bençãos, milagres… Nem todos pensam assim, afinal, o que os filhos representam?

Filhos podem ser algo bem confuso na vida de uma mulher que nunca quis ser mãe, como pode também ser uma tortura não tê-los para a mulher que sempre sonhou ser mãe.

Nessa era digital eu tenho visto um pouco de tudo na internet e ás vezes isso me assusta em um nível tão extremo que tenho medo, mulheres que não querem ter filhos e chegam ao extremo de odiar mães e crianças a ponto de ameaçar, as chamadas childfree,  e na outra ponta, mães tão super protetoras que são capazes de qualquer coisa para defender o filho, mesmo que o filho seja uma criança terrível (não que crianças sejam terríveis, se seu filho está sendo “terrível” com certeza tem algo muito mais profundo envolvido).

Eu nunca sonhei em ser mãe e hoje sou mãe, uma ótima mãe? Talvez, duvido muito, mas estou amadurecendo, por que a maternidade me deu essa dádiva ou maldição? mas o importante é que ela me fez querer ser uma pessoa melhor e isso já é algo positivo não é mesmo?

Nada na vida é perfeito, a maternidade não deve ser romantizada, mas desromantizar a maternidade também é muito extremo, o que mais vejo são mulheres reclamando não ter tempo, não ter vida social e estar impedida pra sempre de fazer tudo que sempre sonhou e até acredito que ás vezes seja assim, mas tem que levar em conta muitos fatores, nem toda mulher tem a mesma vida, as mesmas dificuldades, não posso querer comparar a minha vida com a da minha irmã do meio que é mãe de duas meninas e suas dificuldades são diferentes da minha.

A minha vida talvez tenha sido um pouco mais difícil e tenha ficado mais fácil, ou eu que caguei pro mundo e decidi não deixar as dificuldades me levarem para baixo, tive um bebê prematuro, tive que trancar a faculdade que era paga pelo fies e agora estou com uma dívida maior do que poderei pagar na vida, fiquei três anos fora do mercado de trabalho e agora depois de tanto tempo voltei a fazer faculdade e arrumei um bom emprego, voltei a sair, não tenho a rede de apoio dos sonhos, mas dá pro gasto, tenho um ótimo marido, presente, bom pai, me apoia nas minhas escolhas e me empurra quando estou com preguiça da vida e deprimida.

Então eu tenho duas opções, reclamar e colocar a culpa em tudo e em todos, ou levantar, fazer o que sempre sonhei, com os pés no chão de que nada cai misteriosamente do céu, e ser a melhor mãe do mundo que a minha filha merece.

 

 

poemas

MONOTONIA – Josielma Ramos

Eu ligo a TV e o tédio invade a sala,

Eu abro um livro e a amargura exala das páginas.

Eu ouço música e a solidão de não ter um par para dançar me apavora.

Tudo que resta são noites de angústia sem fim,

Sofrendo sozinha,

Calada e contida.

É possível ser só na multidão?

É possível ser triste na alegria?

Acordo sem querer acordar,

A luz do dia já não me traz alegria,

Queria ficar no escuro em meio à apatia e ali fazer minha moradia.

Dormir e morrer,

Morrer e dormir

Qual a diferença?

Se já morri a mil vidas atrás.

livros, poemas

Edital: Antologia poética “MULHERES” livro 2

Mulheres

SOBRE O LIVRO

O projeto MULHERES nasceu como uma ideia em 2014, e em 2018 ele tomou forma de livro reunindo um time de autoras de vários estados do Brasil, o projeto tomou uma forma feminina e delicada, mas além disso, o livro se tornou uma força impetuosa da natureza, reunindo mulheres guerreiras e cheias de amor próprio que em seus poemas falavam sobre temas fortes que nos aflige no cotidiano. E esse é o intuito do nosso projeto, reunir mulheres que possam através de sua poesia inspirar outras mulheres; como na antologia anterior, aqui é um espaço onde você possa se despir de seus medos e mostrar a vulnerabilidade da alma feminina.

Se você é mulher e se identificou com o nosso projeto, venha participar, abaixo tudo que você precisa saber sobre.

REGULAMENTO

Esta coletânea destina-se a autores residentes no Brasil. (serão permitidos textos em língua portuguesa independente da nacionalidade e faixa etária). Autores de outras nacionalidades poderão participar desde que tenham residência para envio de correspondência no Brasil. O projeto não envia material para o exterior e também não recebe valores via transação internacional.

Cada participante poderá enviar 2 textos. Não precisam ser INÉDITOS, desde que não tenha sido publicado em nenhum outro livro.

Cada autor poderá participar com uma obra de ate 4 paginas no formato A4, sendo poemas, textos ou crônicas. Sendo obrigatório ser de autoria própria, escritos em língua portuguesa.

O participante se compromete a pagar a taxa de R$ 30,00 (trinta reais), para inscrição para fins de despesas de editoração, publicação e frete normal (registro econômico), até a data especificada pela organizadora. Caso passe a referida data, entenderemos que não houve interesse por parte do participante.

Cada autor receberá 1 exemplar e estará ciente de que outros exemplares mais poderão ser comprados pelos autores a preço especial, em apenas uma data determinada pela organizadora. Após essa data, serão comprados por valor de capa.

  • Todos os textos recebidos serão lidos dentro do prazo determinado pela organizadora.
  • Não serão considerados os textos recebidos após a data limite.
  • As inscrições serão validadas SOMENTE mediante envio da obra, juntamente com a ficha de Inscrição ENVIADA POR E- MAIL. Esta deverá estar devidamente preenchida pelo participante.
  • O comprovante do pagamento da taxa também deverá ser enviado para o supracitado e-mail.
  • Os participantes serão divulgados no Facebook da organizadora, de acordo com o cronograma oficial e receberão via e-mail um contrato, permitindo a publicação, divulgação e colocação da coletânea à venda pelos (as) participantes.
  • Cada participante estará ciente de que seu texto passará apenas por revisão ortográfica e gramatical consoantes aos padrões atuais de nossa língua portuguesa, sem qualquer outra alteração no original.
  • Enviaremos PDF com o texto revisado com data única, em prazo de uma semana para retorno com a aprovação ou eventuais correções. As correções serão feitas conforme o predisposto e enviadas à impressão. Aconselhamos adicionar nosso e-mail em seus contatos para evitar não recebimento. Passado esse prazo sem resposta, informamos desde já que o PDF será caracterizado como aprovado, sendo assim, enviado para impressão, ficando o(a) autor(a) ciente que ele é o único responsável pelo conteúdo do texto e minibiografia enviados, isentando a organizadora de qualquer reclame.

CARACTERÍSTICAS DA PUBLICAÇÃO: 14×21, capa com laminação brilho, orelha, miolo AVENA 80 G (AMARELADO) ou PÓLEN 80 G (com marcador de paginas)

CRONOGRAMA

  • Para enviar: até 30/12/2019 (Havendo necessidade, o projeto será prorrogado uma vez por até 30 dias).
  • Publicação (previsão): 30/04/2020
  • Pagamentos devem ser feitos até 30/02/2020
  • Em caso de dúvidas, por favor, entre em contato com escritora.ramos@gmail.com
  • Enviar Junto com a ficha de inscrição o texto informando o nome completo do autor, data de nascimento e endereço completo. (ficha se encontra disponível no final desse post, junto com a conta) 

Abaixo a capa da nossa primeira edição, para saber mais sobre ela acesse: https://escritoraramos.wordpress.com/colecoes/

capa

Instagram do projeto: @mulheres.antologiapoetica

 

Deve ser encaminhado por e-mail os dados abaixo para inscrição :

Ficha de inscrição

Antologia Mulheres

Nome:

Telefone/Whatsapp:

Endereço para envio do livro:

Nome das obras que irá inscrever:

Biografia:

OBS:

Enviar essa ficha de inscrição junto com biografia, foto em boa resolução e obras a serem publicadas.

Conta a ser depositado os valores:

Banco Itaú

Conta Poupança

Josielma Ramos S. Mendes

Agência: 9716

Conta: 20093-7

autores nacionais, livros

Maya Falks – Histórias de minha morte

Conheci Maya há pouco mais de 1 ano pelo facebook, através de alguma colega autora em comum que não lembro-me o nome agora, apesar de não conversarmos muito e nem termos uma amizade além dá internet eu me apaixonei por essa mulher que é mais forte do que imagina. Maya é uma força da natureza, acompanho sua história pelo facebook e admiro sua melancolia em cada palavra escrita, Maya é uma lutadora e hoje quero apresentar-lhes seu trabalho, acredito que seu talento tem imenso potencial para alcançar a grandeza, essa é uma autora que merece demais ser reconhecida e lembrada.

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Maya Falks nasceu Márcia Bastian Falkenbach, no dia mais frio do ano de 1982. Sua história com a literatura começou aos 3 anos, ditando à sua mãe os diálogos dos quadrinhos que desenhava. Aos 7 esboçou seu primeiro romance romântico, aos 11 escreveu seu primeiro romance policial e aos 14 reuniu suas poesias em sua primeira antologia. Nenhuma dessas obras foi publicada.

Aos 24 anos, junto com sua primeira vitória em concurso literário, Maya escreveu aquele que seria seu primeiro romance publicado – somente 8 anos depois – intitulado Depois de Tudo.

Atualmente, Maya é publicitária, jornalista, acumula mais de 20 prêmios entre contos, crônicas e poesias e é autora das obras Depois de Tudo, Versos e Outras Insanidades, Histórias de Minha Morte e Poemas para Ler no Front.

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Sinopse:

Histórias Dizem que a morte é o fim de tudo. Para Leandra, foi apenas o começo. Poucas coisas são mais sutis do que o suspiro final. O inevitável destino do qual ninguém escapa encontrou Leandra aos 25 anos e ninguém ouviu seu último suspiro. Foi simples assim, em um minuto ela respirava, no outro não. Ela estava morta. Mas não apenas isso, ela estava morta no chão da cozinha, com a blusa levantada e os olhos abertos, como se a morte zombasse de sua fragilidade humana. Indefesa diante de uma nova realidade, Leandra se vê jogada de volta aos os piores momentos de sua vida, revivendo traumas e dores para poder enfim encontrar a paz.

Grandes artistas, poemas, Poetas e poetisas

Florbela Espanca a poetisa dos excessos

Quando estava no colegial me apaixonei por literatura e poesia, gostava muito dos autores Nacionais, tinha uma garota que estudava na minha classe que se chamava Maristela, ela assim como eu era apaixonada por poesia, lembro que a primeira vez que ouvi falar de Florbela Espanca era porque ela estava rabiscando um de seus poemas em seu caderno e me passou o nome da escritora, foi a primeira autora que não era nacional que me apaixonei. Comecei a pesquisar mais sobre a vida dela, e descobri muito em comum entre eu e seus poemas, essa poetisa é uma verdadeira fonte de inspiração pra mim, vou falar um pouco sobre ela, e postar abaixo o primeiro poema dela que eu conheci.

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Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália

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 Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
***
Esse foi o primeiro poema dela que eu li:

Eu…
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada … a dolorida …
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…
Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
“Florbela Espanca”
autores nacionais

Lançamento do livro #Acredite de Eliane Quintella

Olá pessoas, hoje vim falar sobre minha nova parceria com a Autora Eliane Quintella, ela irá lançar o livro #Acredite no dia 16/05 ás 18:30, o lançamento será na Livraria Saraiva da Vila Madalena em São Paulo.

O livro além de físico, será lançado também em epub e em breve o link para compra estará disponível, em breve terá resenha do livro aqui e irei contar todas as minhas impressões desse livro que está lindo, então acompanhem nossas postagem.

Vamos conhecer um pouco sobre a autora e sua obra?

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Biografia
Eliane acredita no poder das boas histórias seja um suspense viciante ou um romance açucarado. Sabe que os contos de fadas são ainda mais mágicos e foi, por isso, que escreveu “#Acredite”. É escritora apaixonada, leitora convicta e sabe que a arte é essencial ao ser humano e meio extraordinário de suportar a realidade. Mãe ursa de Ale e Zizi. Encontrou apoio incondicional para suas loucuras no seu parceiro e amor da sua vida, Luiz. Come doces no plural diariamente e acha mesmo, como diz nesse livro, que o amor é a maior força que existe. Vive em São Paulo feliz da vida e apaixonada por sua família e seus dois cachorros, Luc e Tina.
Capa Acredite
Sinopse
Existe um mundo mágico, mas seu povo é dividido de acordo com seus poderes. Braites são mágicos mais poderosos e dominam a energia da transformação. Lalulis conseguem fazer apenas as magias simples. Os Braites mantêm sua magia forte, pois cultivam a leveza, a harmonia e a alegria, já os Lalulis não são capazes de aumentar seu poder de magia, pois são pessimistas por natureza e preferem se deixar dominar por sentimentos pesados a serem fúteis como os Braites.
Nesse mundo dividido, Pamela, uma jovem braite, se apaixona por Raul, um Laluli. Porém, os dois acreditam que o amor é uma força poderosa e estão dispostos a desafiar a ordem das coisas ficando juntos.
O casal é submetido a duras provações que desafiam a força do amor e a crença que separa aquele mundo. Um livro que tem a força dos contos de fadas e nos inspira a acreditar em nós mesmos e na vida que nos cerca.
Para saber mais sobre a autora e onde adquirir seu livro, pode-se entrar em contato através dos instagrans @eliane.quintella e @mkdesignerelayouts
livros

“Vick e Ana no reino de Skandaria” está disponível no Wattpad

Vick e Ana

Olá leitores!

Há alguns anos comecei uma obra de fantasia infanto-juvenil chamada Vick e Ana no reino de Skandaria, agora terminada decidi disponibilizar a obra capítulo a capítulo no Wattpad para ver como será a aceitação da obra, visto que é a minha primeira obra do genêro, falarei um pouco sobre o livro e disponibilizarei o link para que vocês possam ler e se possível me dar um feedback positivo ou negativo, estou aberta a todas as critícas.

Sinopse: Vick é uma garota humilde que mora com os pais já idosos, Ana é sua melhor amiga e vizinha no cortiço onde elas vivem, na véspera de natal algo estranho acontece, elas encontram um portal que as transporta para um mundo mágico onde o ar é venenoso para os humanos.
Elas irão viver inúmeras aventuras em busca de uma princesa desaparecida, a qual é a única capaz de manda-las de volta para casa antes que seja tarde demais.

https://www.wattpad.com/705693669-vick-e-ana-no-reino-de-skandaria-capitulo-um-o

Dicas

Escrevi um livro e agora?

largeVocê é um autor iniciante, sempre sonhou em escrever e publicar um livro, decidiu começar seu projeto, a história perfeita surgiu, a inspiração veio rasgando a alma e você finalmente conseguiu transpor tudo para o papel, depois de um longo período de trabalho duro, escrever, reescrever e revisar você finalmente acabou sua obra, mas e agora? Qual o próximo passo a seguir?

E é nesse ponto que muitos novos autores se frustram, aconteceu comigo e provavelmente irá acontecer com você, mas não se preocupe, a culpa não é nossa…. Bem, talvez seja um pouco, e eu vou te explicar o porquê!

Quando terminamos uma obra ficamos tão desesperados em conseguir publica-la que não nos atentamos para onde estamos enviando ela, então abaixo irei dar algumas dicas de como selecionar as editoras para onde você irá enviar o seu trabalho.

Sobre qual assunto é sua obra?

Você acabou de escrever um livro de poesia, eu considero esse um dos gêneros mais difíceis de se publicar por editoras, não é impossível, mas raramente elas se interessam, as editoras procuram pelo que está em alta, o que rendável, e poesia certamente não é (Experiência própria de uma poeta autora de dois livros de poesia), mas existe sim editoras que as publicam e é aí que está o segredo, encontrar editoras com um segmento.

Então se você escreve poesia, procure por editoras que publiquem esse tipo de obra, ou então é terror? Mesma coisa, você não vai enviar um livro de romance hot para uma editora de livros infantis não é mesmo? Então não há um segredo, basta fazer um pesquisa sobre o mercado editorial, é melhor você mandar sua obra de terror para apenas quatro editoras que publicam esse tipo de obra do que mandar para 100 editoras aleatórias esperando dar sorte, eles nem se darão ao trabalho de ler seu livro, você vai gastar papel de impressão à toa e ainda vai ficar conhecido no mercado editorial que é um círculo bem pequeno como aquele autor desesperado que atira para todos os lado (Mais uma vez, experiência própria rsrs).

Então é basicamente pesquisa, a partir do momento que você tem seu gênero literário definido, comece a pesquisar e listar as editoras que sua obra se encaixaria, entre em contato por e-mail, veja suas formas de publicação, valores, envie sua obra para avaliação e torça os dedos, depois disso é só aguardar ser aprovado e publicado.

Crônicas

Das Dores – por: Josielma Ramos

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Imagem: We my heart it

Tanto nome pra se ter nessa vida, e seu nome calhou de ser Das Dores. Ela sempre acreditou na sorte que um nome carrega ou no seu caso”azar”, linda de rosto, de pele, de corpo, negra bonita, só queria viver bem na vida, mais linda ainda era sua mente, inteligente e meio carente.

Um destino marcado de dor ou dores, era ela Das Dores, assim no plural, pois sua dor não vinha sozinha, sempre acompanhada, assim como sua vida, sua casa e sua cama, tudo no plural, amigas, amantes, amores e desamores. Ela era a própria pluralidade singular exalando sexualidade, era muitas em uma, dona de várias personalidades, todas únicas, os amigos suspeitavam de bipolaridade, mas estavam todos enganados, ela era assim mesmo, mudava da normalidade da manhã para a doida varrida da noite… Seu nome? Das Dores.

Das Dores sofria, era fria, todas as dores que se dá pra ter na vida, não tinha senso de responsabilidade, apenas vivia como queria, como se hoje fosse o último dia e como se esse dia fosse durar toda eternidade, não tinha medo do amanhã, fazia tudo que lhe vinha a mente, tudo que dava vontade, nunca passava vontade, esse era seu talento.

Das Dores, mulher forte, guerreira, mulher negra, sozinha, vadia!

Não se importava  com opiniões, pois haviam muitas a seu respeito, ela não ligava para sermões, e assim ia vivendo, dia santa,  dia puta – Lá vai a vadia, virando a esquina! Pra quem será que ela irá dar hoje?

Vadia sim, porque assim é chamada toda mulher que se conhece, que sente prazer, que sabe o que quer, e Das Dores era assim, não levava desaforo pra casa, saia com quem queria, mas se não te deu prazer, era adeus até nunca mais, e assim sua fama de vadia crescia.

Mas das Dores era cheia de si, vadia eram os homens que passavam pela sua cama, que nunca tiveram a capacidade de fazê-la gemer, gozar… Vadios sim, pois gozavam rápido e a culpa era sempre dela por ser “gostosa demais”, o que era intimidante para eles, alguns até brochavam pelo mesmo motivo, e a culpa seguia sendo dela.

Das Dores, mulher maravilhosa dona de si, a única culpa que carregava era a de ser livre e era julgada por isso, mas ainda assim ela seguia feliz, sim feliz, mesmo em meio a tristeza, pois mesmo nas tristezas da vida, conseguia encontrar uma faísca de alegria, pois a liberdade era sua amiga.