livros, autores nacionais

Maya Falks – Histórias de minha morte

Conheci Maya há pouco mais de 1 ano pelo facebook, através de alguma colega autora em comum que não lembro-me o nome agora, apesar de não conversarmos muito e nem termos uma amizade além dá internet eu me apaixonei por essa mulher que é mais forte do que imagina. Maya é uma força da natureza, acompanho sua história pelo facebook e admiro sua melancolia em cada palavra escrita, Maya é uma lutadora e hoje quero apresentar-lhes seu trabalho, acredito que seu talento tem imenso potencial para alcançar a grandeza, essa é uma autora que merece demais ser reconhecida e lembrada.

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Maya Falks nasceu Márcia Bastian Falkenbach, no dia mais frio do ano de 1982. Sua história com a literatura começou aos 3 anos, ditando à sua mãe os diálogos dos quadrinhos que desenhava. Aos 7 esboçou seu primeiro romance romântico, aos 11 escreveu seu primeiro romance policial e aos 14 reuniu suas poesias em sua primeira antologia. Nenhuma dessas obras foi publicada.

Aos 24 anos, junto com sua primeira vitória em concurso literário, Maya escreveu aquele que seria seu primeiro romance publicado – somente 8 anos depois – intitulado Depois de Tudo.

Atualmente, Maya é publicitária, jornalista, acumula mais de 20 prêmios entre contos, crônicas e poesias e é autora das obras Depois de Tudo, Versos e Outras Insanidades, Histórias de Minha Morte e Poemas para Ler no Front.

60408305_402319710612307_5891828740719116288_nHistórias de minha morte

Sinopse:

Histórias Dizem que a morte é o fim de tudo. Para Leandra, foi apenas o começo. Poucas coisas são mais sutis do que o suspiro final. O inevitável destino do qual ninguém escapa encontrou Leandra aos 25 anos e ninguém ouviu seu último suspiro. Foi simples assim, em um minuto ela respirava, no outro não. Ela estava morta. Mas não apenas isso, ela estava morta no chão da cozinha, com a blusa levantada e os olhos abertos, como se a morte zombasse de sua fragilidade humana. Indefesa diante de uma nova realidade, Leandra se vê jogada de volta aos os piores momentos de sua vida, revivendo traumas e dores para poder enfim encontrar a paz.

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Grandes artistas, poemas, Poetas e poetisas

Florbela Espanca a poetisa dos excessos

Quando estava no colegial me apaixonei por literatura e poesia, gostava muito dos autores Nacionais, tinha uma garota que estudava na minha classe que se chamava Maristela, ela assim como eu era apaixonada por poesia, lembro que a primeira vez que ouvi falar de Florbela Espanca era porque ela estava rabiscando um de seus poemas em seu caderno e me passou o nome da escritora, foi a primeira autora que não era nacional que me apaixonei. Comecei a pesquisar mais sobre a vida dela, e descobri muito em comum entre eu e seus poemas, essa poetisa é uma verdadeira fonte de inspiração pra mim, vou falar um pouco sobre ela, e postar abaixo o primeiro poema dela que eu conheci.

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Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália

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 Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
***
Esse foi o primeiro poema dela que eu li:

Eu…
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada … a dolorida …
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…
Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
“Florbela Espanca”
autores nacionais

Lançamento do livro #Acredite de Eliane Quintella

Olá pessoas, hoje vim falar sobre minha nova parceria com a Autora Eliane Quintella, ela irá lançar o livro #Acredite no dia 16/05 ás 18:30, o lançamento será na Livraria Saraiva da Vila Madalena em São Paulo.

O livro além de físico, será lançado também em epub e em breve o link para compra estará disponível, em breve terá resenha do livro aqui e irei contar todas as minhas impressões desse livro que está lindo, então acompanhem nossas postagem.

Vamos conhecer um pouco sobre a autora e sua obra?

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Biografia
Eliane acredita no poder das boas histórias seja um suspense viciante ou um romance açucarado. Sabe que os contos de fadas são ainda mais mágicos e foi, por isso, que escreveu “#Acredite”. É escritora apaixonada, leitora convicta e sabe que a arte é essencial ao ser humano e meio extraordinário de suportar a realidade. Mãe ursa de Ale e Zizi. Encontrou apoio incondicional para suas loucuras no seu parceiro e amor da sua vida, Luiz. Come doces no plural diariamente e acha mesmo, como diz nesse livro, que o amor é a maior força que existe. Vive em São Paulo feliz da vida e apaixonada por sua família e seus dois cachorros, Luc e Tina.
Capa Acredite
Sinopse
Existe um mundo mágico, mas seu povo é dividido de acordo com seus poderes. Braites são mágicos mais poderosos e dominam a energia da transformação. Lalulis conseguem fazer apenas as magias simples. Os Braites mantêm sua magia forte, pois cultivam a leveza, a harmonia e a alegria, já os Lalulis não são capazes de aumentar seu poder de magia, pois são pessimistas por natureza e preferem se deixar dominar por sentimentos pesados a serem fúteis como os Braites.
Nesse mundo dividido, Pamela, uma jovem braite, se apaixona por Raul, um Laluli. Porém, os dois acreditam que o amor é uma força poderosa e estão dispostos a desafiar a ordem das coisas ficando juntos.
O casal é submetido a duras provações que desafiam a força do amor e a crença que separa aquele mundo. Um livro que tem a força dos contos de fadas e nos inspira a acreditar em nós mesmos e na vida que nos cerca.
Para saber mais sobre a autora e onde adquirir seu livro, pode-se entrar em contato através dos instagrans @eliane.quintella e @mkdesignerelayouts
livros

“Vick e Ana no reino de Skandaria” está disponível no Wattpad

Vick e Ana

Olá leitores!

Há alguns anos comecei uma obra de fantasia infanto-juvenil chamada Vick e Ana no reino de Skandaria, agora terminada decidi disponibilizar a obra capítulo a capítulo no Wattpad para ver como será a aceitação da obra, visto que é a minha primeira obra do genêro, falarei um pouco sobre o livro e disponibilizarei o link para que vocês possam ler e se possível me dar um feedback positivo ou negativo, estou aberta a todas as critícas.

Sinopse: Vick é uma garota humilde que mora com os pais já idosos, Ana é sua melhor amiga e vizinha no cortiço onde elas vivem, na véspera de natal algo estranho acontece, elas encontram um portal que as transporta para um mundo mágico onde o ar é venenoso para os humanos.
Elas irão viver inúmeras aventuras em busca de uma princesa desaparecida, a qual é a única capaz de manda-las de volta para casa antes que seja tarde demais.

https://www.wattpad.com/705693669-vick-e-ana-no-reino-de-skandaria-capitulo-um-o

Dicas

Escrevi um livro e agora?

largeVocê é um autor iniciante, sempre sonhou em escrever e publicar um livro, decidiu começar seu projeto, a história perfeita surgiu, a inspiração veio rasgando a alma e você finalmente conseguiu transpor tudo para o papel, depois de um longo período de trabalho duro, escrever, reescrever e revisar você finalmente acabou sua obra, mas e agora? Qual o próximo passo a seguir?

E é nesse ponto que muitos novos autores se frustram, aconteceu comigo e provavelmente irá acontecer com você, mas não se preocupe, a culpa não é nossa…. Bem, talvez seja um pouco, e eu vou te explicar o porquê!

Quando terminamos uma obra ficamos tão desesperados em conseguir publica-la que não nos atentamos para onde estamos enviando ela, então abaixo irei dar algumas dicas de como selecionar as editoras para onde você irá enviar o seu trabalho.

Sobre qual assunto é sua obra?

Você acabou de escrever um livro de poesia, eu considero esse um dos gêneros mais difíceis de se publicar por editoras, não é impossível, mas raramente elas se interessam, as editoras procuram pelo que está em alta, o que rendável, e poesia certamente não é (Experiência própria de uma poeta autora de dois livros de poesia), mas existe sim editoras que as publicam e é aí que está o segredo, encontrar editoras com um segmento.

Então se você escreve poesia, procure por editoras que publiquem esse tipo de obra, ou então é terror? Mesma coisa, você não vai enviar um livro de romance hot para uma editora de livros infantis não é mesmo? Então não há um segredo, basta fazer um pesquisa sobre o mercado editorial, é melhor você mandar sua obra de terror para apenas quatro editoras que publicam esse tipo de obra do que mandar para 100 editoras aleatórias esperando dar sorte, eles nem se darão ao trabalho de ler seu livro, você vai gastar papel de impressão à toa e ainda vai ficar conhecido no mercado editorial que é um círculo bem pequeno como aquele autor desesperado que atira para todos os lado (Mais uma vez, experiência própria rsrs).

Então é basicamente pesquisa, a partir do momento que você tem seu gênero literário definido, comece a pesquisar e listar as editoras que sua obra se encaixaria, entre em contato por e-mail, veja suas formas de publicação, valores, envie sua obra para avaliação e torça os dedos, depois disso é só aguardar ser aprovado e publicado.

Crônicas

Das Dores – por: Josielma Ramos

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Tanto nome pra se ter nessa vida, e seu nome calhou de ser Das Dores. Ela sempre acreditou na sorte que um nome carrega ou no seu caso”azar”, linda de rosto, de pele, de corpo, negra bonita, só queria viver bem na vida, mais linda ainda era sua mente, inteligente e meio carente.

Um destino marcado de dor ou dores, era ela Das Dores, assim no plural, pois sua dor não vinha sozinha, sempre acompanhada, assim como sua vida, sua casa e sua cama, tudo no plural, amigas, amantes, amores e desamores. Ela era a própria pluralidade singular exalando sexualidade, era muitas em uma, dona de várias personalidades, todas únicas, os amigos suspeitavam de bipolaridade, mas estavam todos enganados, ela era assim mesmo, mudava da normalidade da manhã para a doida varrida da noite… Seu nome? Das Dores.

Das Dores sofria, era fria, todas as dores que se dá pra ter na vida, não tinha senso de responsabilidade, apenas vivia como queria, como se hoje fosse o último dia e como se esse dia fosse durar toda eternidade, não tinha medo do amanhã, fazia tudo que lhe vinha a mente, tudo que dava vontade, nunca passava vontade, esse era seu talento.

Das Dores, mulher forte, guerreira, mulher negra, sozinha, vadia!

Não se importava  com opiniões, pois haviam muitas a seu respeito, ela não ligava para sermões, e assim ia vivendo, dia santa,  dia puta – Lá vai a vadia, virando a esquina! Pra quem será que ela irá dar hoje?

Vadia sim, porque assim é chamada toda mulher que se conhece, que sente prazer, que sabe o que quer, e Das Dores era assim, não levava desaforo pra casa, saia com quem queria, mas se não te deu prazer, era adeus até nunca mais, e assim sua fama de vadia crescia.

Mas das Dores era cheia de si, vadia eram os homens que passavam pela sua cama, que nunca tiveram a capacidade de fazê-la gemer, gozar… Vadios sim, pois gozavam rápido e a culpa era sempre dela por ser “gostosa demais”, o que era intimidante para eles, alguns até brochavam pelo mesmo motivo, e a culpa seguia sendo dela.

Das Dores, mulher maravilhosa dona de si, a única culpa que carregava era a de ser livre e era julgada por isso, mas ainda assim ela seguia feliz, sim feliz, mesmo em meio a tristeza, pois mesmo nas tristezas da vida, conseguia encontrar uma faísca de alegria, pois a liberdade era sua amiga.

Crônicas

Escrever é uma contradição assim como o amor

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Sempre fui uma pessoa que escrevia sobre a contradição humana na maioria de meus poemas, eu acredito que somos capazes de sentir várias emoções em um curto espaço de tempo, um big bang de sentimentos. A dor não vem sozinha e a felicidade nem sempre é a melhor companhia.
Escrever sobre a contradição é amar odiar e odiar amar, ser feliz sendo triste, é correr uma maratona sem sair do lugar, é querer e não querer, BEM-ME-QUER-MAL-ME-QUER.
Considero poemas contraditórios românticos, pois o amor é uma contradição, ele nos confunde, atormenta e e muitas vezes nos impede de seguir em frente, ele é odioso, apaixonante, tedioso, desesperador e sublime, mas como algo tão lindo pode ser tão confuso e mortal?
Vivemos em uma época tão maravilhosa em que a mulher se desprendeu do amor que machuca e prende, do amor disfarçado de bem querer, do amor abusivo e passou a viver o amor próprio, e para mim escrever sobre o amor que doí hoje em dia, talvez seja uma  enorme contradição, mas confesso, eu cresci lendo Florbela e Vinícius, e foi por essa poesia que me apaixonei, porém eu concordo que o amor não é abuso, porém o amor é dor.
E por isso escrevo sobre a dor de amar, mas não digo que o amor que bate, humilha e prende é romântico e poético, quando digo que o amor é dor, falo do sentimento, do pensamento, da escrita e da dificuldade em se expressar, de dizer que ama a outro alguém, o amor é complicado, e não é fácil abrir o coração pra aceita-lo.
O amor doí, mas tudo que doí além da conta não é amor.

Dicas

O que não te contam sobre as editoras, prestadoras de serviço e ser independente.

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O mercado editorial é um sonho para a maioria das pessoas que estão seguindo ou pretendem seguir carreira literária, ter um livro publicado por uma editora reconhecida, e ver ele na vitrine de uma grande rede de livrarias, quem nunca imaginou? mas como conseguir chegar lá?

Sorte? Pagando? Trabalhando duro? Ser descoberto?

E se eu te falar que a resposta são todas as anteriores!

Para começar deve-se partir do ponto que seu livro já está pronto, você terminou de escrever a última palavra e não há mais o que acrescentar, tudo que você precisa agora é publicar, mas, por onde começar, para quem enviar?

Hoje e dia temos a facilidade de termos a internet, tudo fica a um clique de distancia, mas você sabe qual é a diferença entre editora e prestadora de serviço? E qual é o melhor serviço a se usar, e sabia também que existe uma terceira opção de publicação que quase ninguém cogita? Vamos conhecer um pouco sobre cada uma delas.

EDITORA

Editoras são as mais conhecidas, existem milhares e uma mais interessante que a outra, porém é tão difícil chamar a atenção de uma delas, principalmente para nós, meros mortais escritores iniciantes. Acontece que editoras grandes tem preferência em publicar aquilo que eles terão certeza que irá gerar lucro, como autores conhecidos que já tem um publico formado, ou autores estrangeiros, que já tem renome lá fora, pois a venda é certa, não é proveitoso para eles publicar algo que ficará na prateleira, pois por mais que seu livro seja incrível e muito melhor que os estrangeiros, ele não é nada se você não tem nome e nem publico. A vantagem é que eles fazem todo o trabalho de divulgar, fazem o seu lançamento e cuidam de tudo, o autor não tem trabalho com quase nada. Que sonho né?

PRESTADORA DE SERVIÇO

A prestadora de serviço é uma opção interessante e mais em conta se você é um autor iniciante que tem dinheiro para gastar, são conhecidas como editoras também levam nome de editora e algumas de fato são, porém menores, eles publicam seu livro, algumas até enviam para vender em livrarias, porém como você está pagando para publicar eles vão aceitar qualquer coisa, então se seu livro for bom ou ruim, eles irão aceitar. Eu pessoalmente utilizei essa opção duas vezes e para mim foi ótimo, porque eu queria apenas publicar meu livro, porém não me ajudaram a divulgar o livro e a minha prestadora escolhida não enviava livros para livraria e nem ajudava no lançamento, ou seja, era tudo por minha conta, então se você é uma pessoa que não quer fazer toda a parte de divulgação sozinha a prestadora não é uma boa opção, porém se a sua intenção é apenas publicar o livro e não ter trabalho com diagramação é uma ótima escolha.

INDEPENDENTE

Ser autor independente hoje em dia é uma ótima opção, tem sido bem mais rentável, porém como a prestadora de serviço, o trabalho de divulgar é todo seu, e além disso, o trabalho de encontrar um capista, um diagramador e uma gráfica também é todo seu se você não souber fazer tudo isso, então basicamente, você terá muito trabalho, mas é o que terá um custo mais baixo e facilitará você a se auto-publicar. Eu mesma tenho focado na publicação independente esse ano e estou muito feliz com os resultados, então se gostarem desse post e quiserem eu farei outro explicando sobre as etapas da publicação independente.

 

 

Dicas

Os 10 melhores conselhos de escrita segundo a autora Jenna Moreci

TEXTO ORIGINAL: Cyborg Queen Jenna Moreci strikes again. Os 10 melhores conselhos sobre a escrita (na sua opinião):

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Jenna Moreci

1 – Foda-se a inspiração. O habito é bem mais confiável que a inspiração. As pessoas falam sobre se sentirem inspirados para escrever, o que é bom, mas também é efémero. A chave para pôr as palavras no papel é fazer disso um hábito. Criar um cronograma de escrita, e mantê-lo. Isso é mais útil que a inspiração. Se você apenas escreve quando se sente inspirado, parabéns, você terminará o teu primeiro livro no teu leito de morte. E isso será provavelmente fodido. Ao invés disso, treina-te para fazer da escrita uma parte essencial da tua rotina. Faça isso até que ficar um dia sem escrever seja estranho para você. Pessoas que falam sobre esperar até que as palavras venham para elas, estão se enganando (“are full of shit”). Os autores que na verdade conseguiram fazer da escrita uma carreira a tempo pleno, atingiram este objetivo fazendo da escrita um hábito.

2- Sempre suponha que os teus leitores são inteligentes. Quando você escreve para uma audiência estúpida, você cria um livro estúpido. Com certeza alguns te vêm à cabeça. Escritores muitas vezes sentem a necessidade de explicar todos os conceitos em seus livros porque têm medo que os leitores não entenderão. (…) Você não pode insultar a inteligência do teu leitor. Isso os fará questionar se são espertos demais para o teu livro. Isso não significa que você deve ignorar feedback. Se várias pessoas estão te dizendo que um conceito não faz sentido, conserte-o. Mas você não precisa explicar todos os detalhes. Deixe os leitores descobrirem baseando-se nos contextos e nas descrições. Esse é o objetivo da leitura, afinal de contas. Mas apesar de todas as descrições e diálogos, alguns leitores ainda podem deixar de entender certas coisas. Eles são idiotas. E já há um monte de livro feito para eles.

3 – Se você não sabe o que fazer em seguida, “quebre a perna do teu personagem”. Muitos autores lutam com o avanço do plot, principalmente se chegaram na metade do livro. E a solução é simples: sempre que não sabes para onde ir, complique as coisas. Seja lá qual for o problema, faça-o pior. Pode ser algo como um plot-twist, morte ou lesões. Pode ser algo tão simples como um exame por vir ou o prazo para a entrega de um trabalho.

4 – Seja original. Ninguém se lembra de um caçador de modinhas. Caçar modinhas é bastante comum porque ele é fornece uma rede segura. Você já sabe que este livro tem uma chance de vender porque já existe uma audiência pré-estabelecida. Mas o problema é que as pessoas sempre se lembram do autor que começou a moda, elas não se lembram dos caçadores. Isso não tem problema, se você está escrevendo apenas para criar um livro rápido, embora eu diria que você escolheu o negócio errado para isto. Mas se você quer fazer da escrita uma carreira, as pessoas precisam lembrar-se do teu nome. Para acrescentar, uma vez que um conceito se torne uma moda, maioria das vezes é tarde demais. Leva anos para escrever algo de qualidade. E quando você tiver terminado, a moda já terá ela também terminado. Pare de se preocupar com o que está vendendo no momento. A maioria dos “big guys” não escreveram sobre um conceito porque eram modinha. Eles fizeram dele a modinha.

5 – Cale a Boca. Só porque você sabe tudo, não significa que o leitor deva saber tudo. Você criou um vasto mundo, personagens complicados com passados escuros, temas e símbolos. Agora você tem de se segurar e ter cuidado para não vomitar tudo no teu manuscrito. Esse mundo que você criou, o leitor não precisa saber todos os detalhes sobre ele. A menos que o sistema de importação e exportação esteja diretamente ligado ao teu plot, ninguém se importa. Com certeza o teu personagem terciário teve uma infância triste, mas ao menos que isso esteja ligado a cronologia da historia, não precisamos que ele nos conte isso num solilóquio. Teu trabalho como o criador é de saber tudo, e também saber quando estes detalhes são relevantes. Se eles não são, guarde-os para você.

6 – Você vai sentir vergonha em algum ponto, então é melhor você começar a superar isso. Escrever um livro é humilhante. Haverá momentos em que você desejará se esconder em um buraco e morrer. Se você planeja sobreviver nesta carreira, você realmente precisa aceitar isso agora. “Mas Jenna, e se eu tiver criticas negativas?” Você terá criticas negativas. Todo mundo tem. Se Stephen King não é imune, por que você seria? “Mas Jenna, minha mãe vai ler o meu livro!”. Você acha que minha mãe não lê minhas coisas? Eu detesto te dar essa notícia, mas você escolheu uma carreira constrangedora, o que te deixa com duas opções: você pode não escrever, e viver a tua vida sem se preocupar com o que as pessoas pensam de você, ou você pode tirar esse rabo entre as tuas pernas e escrever o teu livro e confrontar a música que vier com ela.

7 – O leitor nunca deve terminar um capítulo com todas as suas perguntas respondidas. Há apenas um capitulo onde o leitor pode quem sabe ter todas as suas perguntas respondidas. Este é o último capítulo, SE FOR UM LIVRO ÚNICO. Se o leitor não tiver mais perguntas, ele não terá mais incentivos para continuar lendo o teu livro. Então, para cada pergunta que você responde, crie mais uma ou duas perguntas. Digamos que num dos teus capítulos você respondeu o que aconteceu com a mãe do protagonista. Ela está morta. Agora as perguntas são: como ela morreu? Foi homicídio ou suicídio? E se foi homicídio, quem a matou?

8 – Pare de dar desculpas. Fazer quadros bonitinhos, conversar com outros escritores e sonhar acordado com os teus personagens, não é escrever e nunca será. 9 vezes sob 10, ao menos que você esteja escrevendo, editando ou estruturando, você não é produtivo. Todo o resto é apenas desculpa. “Mas Jenna, quadros bonitinhos me ajudam a visualizar a cena!”. Sabe o que também te ajudaria a visualizar a cena? Escrevê-la. Claro que existirão momentos em que precisarás pesquisar conteúdos para a tua história, ou sobre a industria editorial, mas tirando isso, pare de mentir para você mesmo.

9 – Pequenos passos. “Eu quero me tornar um dos melhores, mas me sinto tão pequeno.” Primeiro, se tudo o que você quer é se tornar um dos melhores, você nunca será bom. Segundo, essa é uma pressão do caralho que você coloca nos teus ombros, quando você nem sequer escreveu uma palavra. Ao invés de aspirar se tornar famoso, aspire escrever 20 mil palavras este mês. Ao invés de sonhar vender centenas de milhares de cópias, sonhe vender apenas 1000 cópias. Você sabia que a média de livros de debut publicados tradicionalmente vendem 3000 cópias, em toda a sua existência? Você precisa reajustar os teus objetivos. Se você dividir os teus objetivos, não apenas se sentira melhor consigo mesmo, mas também terá mais chances de atingir o teu objetivo último.

10 – Escreva o que você quer ler. Pessoas tendem dizer “Escreva o que o você quiser escrever!” Algumas vezes este é um bom conselho, outras vezes, nem tanto. Uma melhor opção é escrever o que você quer ler, o que para muitas pessoas, é o que eles querem escrever. O problema é que algumas pessoas apenas querem escrever cenas de sexo, ou cenas de luta. Escrever o que você quer ler é uma boa ideia por diversas razões: primeiro, você já sabe que o livro ainda não existe. Se existisse, você não teria de escrevê-lo para poder lê-lo. Segundo, você já sabe que há um público para o livro, porque você quer lê-lo. “Mas Jenna, e se ninguém quiser ler o que eu quero ler?” Eu suspeito que você não seja tão único como você acha que é. E terceiro, você estará muito mais excitado sobre a história se for algo que você genuinamente quer ler. Será mais fácil de atravessar pelos momentos mais difíceis se você realmente se importa com o projeto.

Bienal de SP 2018

Renato A. Azevedo

Todos os autores do evento Os sem estande, responderam a uma breve entrevista, e aqui no blog vocês poderão conhecer um pouco mais de cada um.

IMG-20180728-WA0015Mini-biografia: Renato A. Azevedo

Engenheiro, escritor e jornalista. Foi consultor da revista Ufo, colaborador do site Aumanack e da revista Sci-Fi News. Apaixonado por livros, quadrinhos, seriados e cinema, lançou dois livros e é autor de contos publicados em várias antologias na última década. É também roteirista, tendo participado da primeira turma da Oficina de Roteiro do Senac. Escreve no blog Escritorcomr.blog.uol.com.br, e cobre eventos e escreve resenhas para o Corujiceliteraria.com.br

Dados da Obra:

De Roswell a Varginha (Tarja Editorial)

Steampunk: Contos do Mundo do Vapor (Dragonfly)

PERGUNTAS:

1- Como se tornou escritor?

Um pouco por acaso, sempre fui grande fã de ficção científica, e na segunda metade dos anos 1990, um pouco por inspiração do seriado Arquivo-X, comecei a escrever um livro envolvendo romance, ufologia, a teoria dos antigos astronautas e temas afins. Depois ainda escrevi duas sequências, e essas primeiras três obras saíram como livros digitais em 2000 pela extinta editora Hotbook, pioneira do e-book no Brasil. Depois não parei mais.

2- Quais suas influências literárias?

Além de seriados e filmes, muitas obras de ficção como as de Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, a longa série literária Perry Rhodan, iniciada na Alemanha em 1961 e que está se aproximando de seu número 3.000, além de muitos outros autores, estrangeiros e brasileiros. Julio Verne é um de meus ídolos literários, e estou atualmente procurando conhecer o máximo sobre a obra do Professor J. R. R. Tolkien, cujos livros foram primorosamente adaptados para o cinema. Também leio quadrinhos e publicações e sites científicos.

3- Você é autor independente ou tem vínculo com alguma editora? Quais as vantagens e desvantagens?

Depois dos e-books mencionados acima, comecei a escrever uma coluna para a revista Sci-Fi News, que entre 2004 e 2006 ganhou o nome Quem Conta um Conto…, onde publiquei uma série de minha autoria sobre realidades paralelas, intitulada A Lista. Meu primeiro livro saiu pela Tarja Editorial em 2008, e participei de antologias por várias outras editoras. A grande vantagem de uma ligação com uma editora é contar com serviço profissional de revisão e leitura crítica, que são essenciais e por vezes faltam no caso de publicação independente paga. Este último caminho, aliás, não é algo que eu recomende, por uma série de exemplos de qualidade duvidosa com que já tive contato. Infelizmente o fechamento da Tarja no final de 2013 fechou uma porta para autores novos, iniciando um período difícil para os autores, principalmente da literatura fantástica, cujos reflexos ainda hoje sentimos.

4- Quais são suas obras? Porque devemos lê-las?

Meu primeiro livro foi De Roswell a Varginha pela Tarja Editorial. Publiquei depois uma coletânea de contos pela Estronho intitulada Filhas das Estrelas, em 2011. Tive participações em várias antologias desde então, que são:

Ufo: Contos Não Identificados (Literata), conto A Abdução de Natália;

Histórias Fantásticas vol. 1 (Estronho e Cidadela), A Flecha;

Extraneus 1, Medieval Sci-Fi (Literata e Estronho), Eram os Magos Astronautas?;

Imaginários 4 (Draco), A Chave;

A Fantástica Literatura Queer vol. Laranja (Tarja), A Lista: Letras da Igualdade;

Adeus Planeta Terra (Literata e Corujito), Esperança de Gaia;

Retrofuturismo (Tarja), Céu de Guerra: A Batalha da Inglaterra;

Steampunk (Dragonfly), Utopia e Nova Atenas: Um Provável Passado.

Ainda tenho na Amazon os e-books O Império, o Meteoro e a Guerra dos Mundos, A Lista: Fenda na Realidade, e A Lista: Nêmesis. Gostaria ainda de mencionar meu primeiro conto que saiu em papel, Zé da Pinga, a história de um mendigo abduzido em uma cidade no interior de São Paulo, que foi publicado em dezembro de 2002 na edição 62 da Sci-Fi News, já mencionada acima, e se tornou conto bônus em Filhas das Estrelas. Acredito que essa coleção de histórias de vários gêneros, onde sempre busco proporcionar o “sense of wonder” tão buscado pelos escritores, pode interessar muitos leitores;

5- Qual o gênero literário que mais te agrada como leitor? E como escritor?

Sendo leitor e escritor minha preferência é a literatura fantástica, seja ficção científica ou fantasia, mas gosto de ler tudo, revistas de variados assuntos, livros de história, astronomia e ciência, quadrinhos de variados tipos e procedências, tanto nacionais quanto estrangeiros. Acredito que uma leitura variada nos proporciona uma visão mais ampla do mundo, e assim temos mais elementos para compor nossos próprios mundos ficcionais.

6- O que te inspira? Quais suas motivações?

Inspiração, pela minha experiência, pode vir das mais variadas e inusitadas fontes. Por exemplo, tenho me dedicado nos últimos tempos a um novo universo, desta vez de caçadores de monstros que atuam aqui mesmo no Brasil, e a líder deles é uma velhinha desbocada que dirige um Fusca possuído. Pesquisando descobri a brincadeira do Fusca Azul, e decidi que o veículo dela seria aquele que iniciou a brincadeira, devido a maldição que o possui. A inspiração pode vir de qualquer lugar, fato, outras histórias, basta procurar.

7- Quais são as dificuldades para um Autor Nacional?

A falta de espaço e oportunidades de realizar sua primeira publicação, editoras que cobram por seus serviços sem proporcionar serviços adequados de revisão e correção, e que sequer realizam o necessário trabalho de divulgação. Há ainda as modas sempre passageiras, o espaço exagerado dado a livros de youtubers por exemplo, fazendo com que o autor, comprometido a realizar um trabalho sério e de qualidade, não consiga seu espaço. A disputa com títulos importados, que por vezes possuem também qualidade duvidosa, igualmente prejudica muito os autores nacionais.

8- Acha que escrever é um dom ou produto de um estudo?

Sem dúvida é um dom, um talento que deve ser descoberto, incentivando as crianças a lerem desde cedo, e também colocarem no papel suas próprias ideias. Mas é igualmente produto de estudo, e muita leitura sempre! Daí ser uma atividade tão prazerosa, que deve ser exercitada a todo momento.

9- O que mais te encanta no mundo da Literatura?

Outro autor que admiro profundamente, o saudoso astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (da primeira série Cosmos, que a Rede Globo exibiu no início dos anos 1980) certa vez disse: “livros são a prova de que os seres humanos são capazes de magia”. Entrar em contato com a obra e as ideias daqueles que há muito se foram é realmente especial, e poder visitar mundos e universos tão variados, nascidos da imaginação de autores admirados até hoje, e que certamente o serão para sempre, chega a ser indescritível. E o prazer de criar mundos, desenvolver a história de personagens e vê-los literalmente tomando vida é também uma experiência muito especial.

10- Quais suas aspirações literárias?

Mesmo diante de todas as dificuldades continuar acreditando, sonhando e tendo esperanças de conseguir uma profissionalização definitiva. Nunca parar de exercitar a imaginação, e continuar tendo ideias, buscando sempre melhorar e aprender mais, e produzir histórias que continuem a encantar os leitores.